Travessia do Sol Nascente II, Lisboa-Ponte Sor-Ladoeiro, 2 e 3 de Abril de 2010

Ao fim de quase 3 anos decidimos a boa hora reeditar a famosa Travessia do Sol Nascente com novos percursos e numa altura do ano mais fresca, até demais em certos momentos, mas muito mais verde, florida e humida. 
Conseguimos "enganar" mais 5 alucinados ( _pensa não sei se caiem noutra ).
Tudo começou na Sexta-Feira Santa, bem cedinho pelas 7h45 eu o Ray Bonga e o Peregrino já pedalávamos em direcção ao Sol.
No 1º dia tudo correu como o previsto, saimos 3 de Lisboa, em VFX juntou-se o Fun e em Montargil ainda encontramos o JMB. Durante o percurso foram muitas as aventuras, desde pragas de rãs e pescadores, a concursos de salto em barreiras, e natação em águas bravas . Também tivemos Rodeo, e largada de Bois, mas a malta como estava com pressa de chegar ás "Iscas" decidiu não colaborar.   Nas "Iscas" deu-se o descanso dos guerreiros, para uns, outros ainda tiveram que se fazer à estrada, pois foram abandonados pela famelga. Mais tarde chegaram o Remi e a Lena que se fizeram à estrada no sentido contrário desde Segura até Ponte Sor, onde tiveram que lutar contra ventos, veados e Grifos que tentavam a sua sorte, no Parque Natural do Tejo Internacional, mas conseguiram domina-los a todos. Tudo terminou depois de 150km com a barriga cheia de aventuras e de uma bela jantarada no "Padeiro".


No 2º dia da Travessia tudo foi diferente. O Sol apareceu escondido, e mal colocamos os pés fora da porta a chuva começou a aparecer. Mas o animo para completar a etapa mais dura era muito, e a pouca chuva não me fez desanimar, pois ela ia parando e os trilhos estavam espectaculares. Tinha muita vontade de conhecer as alterações que havia efectuado ao percurso, sobretudo a ligação Arez a VV Rodão, que se revelou espectacular. A parte mais dura e que já esperava foi mesmo a ligação VVR aos Lentiscais, mas o florido dos campos fez com que se torna-se ainda mais saborosa. A ligação seguinte até ao Ladoeiro também era nova para mim e revelou-se muito boa, com uma descida espectacular até ao Ponsul e um estradão ao seu lado até quase aos terrenos lavrados do Ladoeiro.
Este ano e por consenso entre todos decidiu-se terminar a Travessia no Ladoeiro, pois tinhamos um belo lanche preparado e já não apeteceu a ninguém arrancar. Seguiu-se uma jantarada com muito convivio entre todos.
 
Bem Hajem a todos que participaram Filipe, Jorge, os Rickys(Fun e Peregrino), Remi e Lena, e ás ajudantes de campo, Paula, Sofia e Claudia, que tão bem nos aturaram, bem como aos meus pais que preparam o belo lanche e jantar e tão bem que soube. 



Até já.

INXALÁ!!!




19ª e 20ª etapas Volta a Portugal em BTT, Penha Garcia-Castelo Novo-Piodão, 20 e 21 de Março

A expectativa para estas etapas era enorme, foram 5 meses a sonhar com elas, e com aquelas maravilhosas paisagens que levamos anos a "Quimbejar", e a babar sempre que vemos fotos de alguém que andou por aquela zona.

A noite de sexta para Sábado foi muito mal dormida, mas o dia de sábado acordou maravilhoso, subimos à Serra de Penha Garcia num ápice e todos alucinámos naquelas paisagens "Alpianas", mesmo ao terminar a Serra a chuva apareceu, e levou a alguns abandonos e mudanças de ritmo, o que até ali tinha sido feito num ápice começou a tornar-se muito pesado devido ao acumular da água por todos os trilhos, e de seguida vinha a Calçada Romana de Monsanto, a sua subida foi feita a conta gotas, ora dava para pedalar, ora derrapávamos constantemente naquelas pedras lisas molhadas e cheias de musgo. A descida tornava-se ainda mais perigosa, e para apesar de toda a precaução o azar bateu-me à porta, ou neste caso na zona lombar, uma enorme pancada nas laterais da calçada romana, levou ao meu abandono em Idanha-a-Velha. Era-me impossível montar ou sair da bicicleta, as dores eram tantas, que pensei mesmo que a minha continuação estava comprometida. 
Felizmente após os exames não havia nada de preocupante, seria mesmo só uma questão de suportar as dores, e acordar ás 5h45 para poder estar à partida em Castelo Novo ás 7h00 da manhã.
Nunca me foi tão fácil acordar de madrugada, a vontade de fazer a etapa seguinte era tanta, que já nem me lembrava da queda, nem das suas consequências, ás 7h00 partimos para a alucinação, iamos acompanhando a Gardunha, entre pequenas aldeias, ora subindo ora descendo ligeiramente, até que chegou a "Partida", sim esta foi mesmo a partida oficial desta etapa, tal como já anteviam os gráficos, a subida começou mesmo ali ao lado da ultima casa da aldeia. E que subida, a cada curva pensávamos que era ali que terminava, mas ao contrário a cada curva a sua inclinação era maior, e vieram curvas atrás de curvas, até que quase se chegou ao "Céu", estávamos nos mil metros, e atingimos as "Nuvens", fiquei estupefacto, alucinado, e ao mesmo tempo cego, pois não se via um palmo à frente da bicicleta. Conseguia saber o caminho apenas através do risco que o GPS possuía, e mais ou menos guiado pelos motores das Eolicas que constantemente tentavam meter estas em rotação, mas a espectacular ausência de vento que se verificava, não as permitia "pegar". A temperatura era muito amena, ao contrário daquilo que esperava. Rolei sozinho uns km nestas condições bem no topo da Gardunha, até que o Sol voltou novamente a brilhar, e consigo trouxe as paisagens fenomenais que o intenso nevoeiro teimava em esconder. Fez-se luz e encontrei o "grupo fugitivo", uma enorme carga de Adrenalina fez-me "voar" por a descida a baixo, foram curvas alucinantes, pressionado na roda pelo Remi, meti talega a fundo, e um enorme TOMA LÀ quando cheguei finalmente ao ZEZERE.  Já se via Dornelas, e o 1º Pit Stop do dia, que ao contrário do que se previa ser para o almoço aconteceu ás 10h45. Foi uma longa paragem à espera de reagrupar toda a malta, para o arranque previsto as 12h, hora em que o calor apertou mais, e a preguiça começou-me a atacar. Mas não podia baixar os braços, decidi arrancar, e começar o que já anteriormente previa como outra subida alucinante, e assim foi mas com o Sol e a ausência de vento a fazer das suas. Aqui a divisão dos grupos foi maior, e fique com o JMB,  foi cerca de uma hora a subir novamente até aos mil metros, destas vez era a Serra do Açor a ser conquistada, seguiu-se mais uma descida, e outra subida semelhante, ao todo contei mais 4 destas subidas acima dos mil metros  :hypo: Em todas elas a vista do topo e que nos acompnhava nas subidas era deslumbrante, a ultima foi mesmo a mais penosa, subimos por alcatrão a cerca de 1200 metros, mas a recompensa foi óbvia, lá em baixo vislumbrava-se uma terra muito pequenina, quase parecendo uma formiga, composta de casinhas muito pequeninas e muito negras, o PIODÃO.
TOMA LÁAAAAAAAAAA!!!

Obrigado a todos pelo incentivo.

GeoRaid da Trafaria, 6 de Março de 2010

Neste cantinho do Mundo, este ano o S.Pedro tem estado muito ocupado. Mas nem por isso nos impede de gozarmos tudo aquilo a que temos direito, e este Sábado não foi excepção. Na companhia Do JMB, Remi e Lena, realizamos o que pode muito bem ser considerado o GeoRaid da Trafaria, não só pela dificuldade técnica de alguns trilhos, mas muito também pela beleza paisagística e constante alterações ao tipo de terreno percorrido.