X3M, Montijo-Espichel-Montijo, 2 de Abril de 2011

Foi um grande empeno!!! O percurso estava excelente, porque tinha partes muito rápidas, outras técnicas muito divertidas, subidas QB, e paisagens como só aquela zona nos proporciona. Na parte inicial os picansos foram divinais, mas mal entrámos na Arrábida o grupo separou-se logo. Consegui manter o contacto com o grupo da frente algum tempo, e depois de os deixar de ver, fui apanhando uns aqui outros ali, até que se juntaram a mim 2 tipos do Seixal sem GPS, que acabaram por ficar reduzidos só a 1, o outro deve ter ficado aos abutres.


Até Sesimbra fui acompanhado por ele, que imponha um ritmo muito forte, e que o meu joelho não me queria deixar acompanhar. Ao chegar-mos a Sesimbra vimos o grupo da frente, ao qual ele se conseguiu juntar, ficando eu o resto do percurso sozinho. No Espichel fiz a única paragem rapidix, estavam lá os da frente, que arrancaram logo, o tipo que veio comigo uns km abandonou ali, agora percebo o ritmo, e quando eu ia arrancar apareceu mais um tipo, que por lá ficou. O regresso foi todo sozinho, os moinhos custaram bastante, e ao chegar ao Pinhal Novo e ver 2 vultos na minha frente, apanhei-os, mas afinal era o tipo que tinha ficado no Espichel e outro magano que tinham atalhado. Cheguei por volta das 18h com um grande empeno, foram cerca de 9h15 a pedalar, mas valeu como preparação para o One Shoot que já falta pouco.

TOMALÀAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

28ª, 29ª, 30ª Etapas VPBTT, Salto-C.Gerês-Valença, 26,27,28 de Março 2011



O Dragão voltou a atacar, quando todos pensavam que ele cuspia fogo, ele voltou a cuspir chuva, frio e nevoeiro. A zona continua a espantar, são kilometros de trialeiras, calçadas, e single tracks que muitas vezes se transformavam em linhas de água, onde nada existe, onde a aldeia mais próxima está ali no nosso horizonte, mas para lá chegar levamos horas, muitas das vezes a pé, porque a predominância de pedras e lages não permite o pedalar em cima de musgo e pedras molhadas. É uma outra dimensão, que nos transporta por uma máquina do tempo para o passado profundo dos nossos antepassados.




Quando para lá fui disse que aquilo era tão longe que possivelmente não iria mais querer lá voltar, mas depois de lá ter estado à chuva e ao frio, tenho a certeza que o impacto do que fiz nesta condições, se fosse com um tempo bastante mais razoável seria completamente diferente, e teria adorado ainda bastante mais. Assim talvez lá volte em breve.

Cabeços de Lisboa 2011, 12 de Março de 2011

Tudo começou á 2 anos atrás. Lisboa é o “Centro do Império”, mas em seu redor, já se construíram Castelos e Fortes, já se travaram imensas batalhas, já se ganharam e perderam batalhas, tentando guardar as desprotegidas costas de Lisboa. Foi para ai que fomos á 2 anos, onde um terrível vento de Norte fez imensas baixas, enquanto percorremos o que os guerreiros do passado fizeram a pé e a cavalo.

Depois de 2 anos decidimos que era hora de reavaliar o terreno e lançar o desafio a mais audazes amantes da bicicleta todo o terreno. O tempo não esteve favorável durante toda a semana, tornando o desafio ainda maior, o que provocou logo baixas psicológicas. Mas à partida lá estávamos 8 duros “Guerreiros”, e logo de seguida mais um se juntou e logo depois mais outros 2. À saída do Monsanto já éramos assim 11 loucos, que íamos tentar percorrer trilhos lindos mas duríssimos, onde a pedra é foi a Rainha. A progressão foi sempre a mais rápida possível, mas mais lenta do que qualquer um de nós poderia estar á espera. Fomos transpondo Cabeço atrás de Cabeço e reagrupando, tivemos Lisboa aos nossos pés, mas ao fim de 3 horas pouco mais de vinte e poucos km tínhamos percorrido. 



Em Albogas, perdemos os 3 Porquinhos da Ilda, Terão ido comer uma sopinha da Ilda??? Não afinal tinham-se perdido e decidiram regressar por estrada, deixando o “pior” para quem lá ficava. Ou seria o melhor! Seguiu-se um single track brutalíssimo, e uma descida supersónica que nos levou a Mafra Gare, essa bela estação esquecida no tempo que nos faz reviver as histórias imaginárias do comboio a vapor, e onde aprendemos outras histórias de um “ser” que por lá anda e que parece mover-se a energia atómica!!!
Seguiram-se mais cabeços, até chegarmos perto da Malveira, onde perdemos o Peregrino, diz-se que por causa do Low Cost! Será isto uma nova arma???



Lá seguiu o grupo unido, atravessando vastos pantanais de lama, bosques encantados e subidas maradas. Ao fundo finalmente apareceu o Cabeço “Mestre”, Montachique, pensámos todos “é já ali, depois será sempre a descer até ao rio”. Fomos todos bem enganados, o Cabeço de Montachique era já ali, deu luta, mas foi conquistado, mas e depois! Bem depois foi um serpentear da Serra de Loures, passámos por Fortes abandonados, Eólicas enormes, e mais subidas, mas também mais descidas, onde o ritmo das descidas não era muito diferente do ritmo das subidas. 




Finalmente via-se o Rio Tejo e todos aliviámos a pressão….a barriga estava cheiíssima de um enorme dia de BTT, quando finalmente descemos tudo o que havia para descer, tínhamos cerca de 75 km e 6h30 a pedalar!!! Mas não estava acabado, faltava o Trancão que ainda deu luta, e onde misteriosamente perdemos o Teixeira, que devido aos diversos percursos que cada um escolheu para ultrapassar as verdadeiras piscinas que por lá havia, acabou por ficar esquecido para trás, pensámos que tivesse sido atacado por algum crocodilo dos pântanos, mas afinal chegou intacto de táxi ao final. Depois veio a Expo, e o regresso ao “Centro do Império”. Na Praça do Comércio, os Inchas Telmo e Filipe, seguiram rumo ao seu casulo, pois a noite já se aproximava, e os restantes loucos, eu, o Noddy, a Lena e o Remi, seguimos pela ciclovia rumo a Algés, onde cheguei já batiam as 19h00 e os carros já eram obrigados a circular de luzes acesas. 



Obrigado a todos pela companhia, foi sem dúvida um GRANDE e DURO dia de BTT…

TOMALÀAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!


Fotos e rescaldo no ProjectoBTT em:
http://www.projectobtt.com/forum/index.php?topic=14740.0