7ª e 8ª Etapas da VPBTT e Meia Via Algarviana, S.B.Messines-Monchique-Sagres, 10 e 11 de Junho de 2011

Estavam atrasadas, as expectativas eram bastante altas, já conhecia parte da Serra Algarvia, e já sei o que ela dá e tira!!!  O maior receio que tinha eram as sábias palavras do JMB quando foram fazer as etapas oficiais, "Aconselhamos a quem faça esta etapa, nunca o faça sozinho e tenha em consideração que não existe pontos de agua." Como tal aviei-me em terra e parti...


Devido à logística e a ir fazer o percurso sozinho, não escutando o JMB, optei por o fazer no sentido habitual da Via Algarviana, de S.B.Messines para Sagres. Assim ás 9h15 já estava a pedalar, e logo depois entrei num "Novo Maravilhoso Mundo" que foi aquela Serra Algarvia num estado puro.


Foram kilometros e mais kilometros sozinho, enfiado no Paraíso, ou Inferno, depende da perspectiva, o dia estava semi nublado, ora fazia sol ora estava encoberto, mas o calor era mais que muito, os caminhos cobertos de pedras, pareciam que ferviam, e o vento, bem nem um brisa soprava.

  
Para o final e depois de já me encontrar maravilhado e quase assado, estava a cereja, a subida à Picota, o segundo ponto mais alto do Algarve, a 756 mt.


A subida começava num pequeno riacho, onde tive tempo para me refrescar e recuperar para o que estava na minha frente, e foi simplesmente fantástica começar a subida do zero e ir por ali a cima, vendo o Algarve que todos conhecemos a ficar cada vez mais pequenino lá em baixo, fabuloso.


Depois seguiu-se uma bela descida em Single Track até Monchique, e uma tarde de recuperação na piscina.

No dia seguinte o desafio continuava alto, como estava na Praia da Rocha, decidi ir a pedalar de casa para o inicio da etapa, e foram 25 km sempre a subir por estrada, contra o vento até Monchique. O objectivo era começar a etapa o mais cedo possível para chegar a Sagres por volta da hora do almoço, e assim foi.
A saída de Monchique em direcção à Foia faz-se por uns single Tracks a semelhança dos do dia anterior, mas desta vez em estado completamente degradado, devido possivelmente às chuvas, que os tornou impossíveis de subir montado.



A chegada à Foia, o ponto mais alto do Algarve com 902 mt, é feito muito rapidamente, sem a beleza da subida à Picota, mas com um impacto enorme, quando chegámos lá acima e apreciamos aqueles vales virados a Norte, que transmitem uma calma impressionante.


O Algarve da agitação continuava lá em baixo bem pequenino, aqui reinava o silêncio...


Depois seguiu-se a descida, já com o Atlântico à vista, e parecia que Sagres era logo ali....




E talvez fosse, mas o vento e uma Serra não tão bonita com a do dia anterior teimavam em que Sagres demorasse a ser conquistada.



Mas também houve direito a estradões enormes feitos a fundo, num carrocel espectacular pelo topo das serras.


E no fim apareceu o mar...


Era para ir até ao final......................


E por fim Sagres, à hora do almoço com o objectivo cumprido, e dois Enormes dias de BTT....


INCHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

30ª, 31ª, 32ª Etapas VPBTT, Valença-Ponte de Lima-Porto-Aveiro, 6,7,8 de Maio 2011

Aproveitando a deslocação para a 31ª e 32ª etapa, fui fazer a ligação que me faltava da 30ª etapa de Valença a Ponte de Lima. Desta vez sem chuva dando para aproveitar todos os recantos do centenar caminho de Santiago. Deu para sair de Lisboa de Expresso às 8h da matina e começar a pedalar em Valença ás 14h.
Nunca foi minha intenção fazer o "Caminho", mas estando lá mesmo que em sentido contrário, passando por todos aqueles Peregrinos, e toda aquela devoção deixada em símbolos por toda a parte, torna aquele um caminho diferente daqueles que estamos habituados a percorrer. 


Constantemente cruzamos-nos com Peregrinos, ora seja a pé ora seja em bicicleta, onde cheguei a passar por grupos com cerca de 30 ciclistas.
O percurso, apesar de mais urbano do que aquele que o topo norte de Portugal nos proporcionou, não deixa de dar a sua luta, entre singles pedregosos, calçadas volumosas, e descidas um pouco menos católicas.



Ponte de Lima-Porto,
Desta vez a batalha iria ser travada entre Ponde de Lima e o Porto.  O campo de batalha é um dos mais concorridos da região, onde por todo o lado existe informadores e contra informadores que baralham as tropas, e tentam mesmo iludir o plano inicial com setas e contra setas, ora para a direita ora para a esquerda, umas repintadas outras disfarçadas, e até as novas tecnologias ficam baralhadas.
Para evitar qualquer contratempo com o batalhão, reuniram-se vários grupos e cada um tomou um caminho diferente para chegar a Ponte de Lima. Mas à chegada todos se juntaram num cantinho atrás das Muralhas, onde todas as estratégias foram preparadas para dois dias alucinantes, e o corpo hidratado convenientemente para o que ai vinha.


Depois do banquete, mais uma vez para baralhar o inimigo, os grupos dividiram-se cada um para seu lado. Ao meu grupo coube a dura tarefa de se entranhar nos mais pantanosos campos inimigos, jamais pisados pelo gangue das bicicletas. De forma a não ser-mos detectados os 7 Maluscouteiros avançaram sem dó nem piedade pelo pântano a dentro, uns completamente ás escuras, outros aos S's para a evitar qualquer jacaré que pudesse estar no caminho. E lá chegámos bastante alegres e molhados ao esconderijo onde passámos a noite, que poderia ter corrido muito bem, não fossem as almas penadas de vários jacaréssauros que nos tentaram assustar durante a noite...





De manhã percebemos onde nos tinhamos enfiado...
Depois das tropas reunidas em Ponte de Lima, e uma ração reforçada, lá partiu o gangue até ao Porto, sempre carregando a cruz por todo o caminho
Chegados ao Porto houve tempo para tudo...

.. Depois de uma noite bem passada no Porto, uns Guerreiros foram para o Hotel os outros para o Quartel, ah pois é, são Guerreiros TOMALÀ, quartel com vocês. O dia seguinte seria dedicado a saborear as conquistas anteriores, isto se não fosse o teimoso vento de frente até Aveiro...


 E lá chegámos a Aveiro...




Mais fotos e relato em:

http://www.projectobtt.com/forum/index.php?topic=14873.0

IV Extreme by Did, Sintra, 9 de Abril de 2011


Depois de no ano anterior ter dominado o Monstro e me ter valido uma bela Macacoa, este ano o desafio era atacar o Monstrinho by Did, dominado-o mais pelos flancos. O grupo que se juntou era enorme, tudo pessoal da pesada, os verdadeiros cromos difíceis de arranjar na caderneta. Tudo arrancou com a esperança de o atacar forte e feio, mas ele tinha tudo menos de feio, começou logo muito ágil, e rapidamente a mostrar-nos os seus tentáculos por entre single Tracks e descidas rápidas, onde a vista era deslumbrante e nos fazia esquecer que ele estava ali, mais pequeno, mas muito mais eficaz e com novas armadilhas para todos os gostos, começando logo a partir o batalhão que lhe preparava o ataque e a derrubar os 1ºs guerreiros que lhe faziam frente. Ora seja com paus nas rodas, pois muitos km de trilhos estão cheios deles, ora seja com regos fundos disfarçados com ervas à superfície devido ao "lixo" que os "ajudantes" do monstro vão deixando pelos trilhos. Um destes regos derrubou-me, deixando mais umas mazelas, e o monstrinho a rir-se, pois desta vez não lhe consegui fazer frente. Ainda segui no rasto do pelotão da frente até mais de meio do plano de ataque, mas as mazelas gritaram mais alto, e a retirada para a recarga de forças para uma nova e mais dura investida foram a solução.