Caminhos de AVIS, 2 de Julho de 2011

Mais uma excelente travessia, a começar antes do nascer do Sol...ainda na margem Norte do Tejo, foi a minha segunda vez neste evento made by Maria Bolacha.


Depois de Almada seguiu-se alguns desafios interessantes, por estradões intermináveis...com um contraste de cores espectacular...


Depois de Benavente apanhámos os habituais trilhos ao lado dos canais, sempre deslumbrantes...



Almoçámos em Coruche, onde mesmo ao lado da esplanada, passava o percurso das 24h em BTT, que estava a decorrer.

Depois seguimos para a melhor parte do percurso, entrámos na Serra de Mora, e foi sempre a bombar por trilhos espectaculares até ao açude do Gameiro...onde tomei uma bela banhoca, porque o calor tinha apertado.



Dai a Aldeia Velha, em Avis, foi um pulinho.




Foi mais um excelente dia de BTT.

TOMALÀAAAAAAAAA!!!

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II One Shot - Travessia Horizontal de Portugal em BTT num só dia - 18JUN2011

À muito muito tempo atrás, começa a história do Rei do Camarão...


Já nesta altura se juntavam os alucinados da altura no meio do mato, para as suas loucas travessias do Contrabando.

Nós fomos a Montalvão mas para uma Louca Travessia de Portugal em BTT e num só dia. Para mim seria a 2ª, para outros segundo dita a Lenda era a 3ª, e para outros a 1ª.

Ainda nem tinha começado, e já no Hotel talvez devido ao ópio presente no ar, se fazia a festa...

 
A festa foi rija mas não durou a noite toda, mas antes de apagarem as luzes ainda tivemos direito a uma sessão com o louco Faquir Persa Josédahd Serranudh...


Apagaram-se as luzes e voltaram-se logo a acender, foi rápido, já eram 5h da matina e olhos ainda nem se tinham fechado...Siga para a casa de partida que o dia ia ser muito longo...


Era a Aventura dos 7... e estávamos no interior alentejano a 3 dias do Verão e estava um briol daqueles. Mas depois de feito o Briefing, lá partimos 5 minutos antes da hora de partida oficial, eram 5h55.
Ainda nem tinha nascido o Sol, e a Lua ainda estava alta no Horizonte...


Lá apareceu o 1º raio de sol ás 6h10, tinhamos percorrido 4 km e o Did ficou logo encadeado o resultado foi uma queda aparatosa, e como se não basta-se ainda levou com o Bolacha em cima, que ainda vinha tonto com a prestação do faquir...
Mas apareceu logo a assistência médica contratada pela organização que lhe fez um curativo nas pernas, mas que não lhe conseguiu meter a asa no sitio, e ele como duro que é, mesmo com a asa esquerda empenada seguiu com toda a coragem, pois para a frente é que é caminho...


Até chegar a Nisa o percurso é um serpentear espectacular pelos Montes Alentejanos...e ainda deu para vel um casal de Veados e 2 crias. Espectacular...



Depois de Nisa partimos em direcção ao Tejo. Seguiram-se uns estradões muito rápidos, até chegar-mos à Serra do Gavião, onde se sentiram as primeiras dificuldades do dia...


Mesmo com a asa deitada abaixo o Did ainda fazia poses para a foto. No Gavião aproveitou para a refrescar, e logo depois apareceu o Tejo...



 Depois apareceu Abrantes e Torres Novas logo de seguida, aqui o ritmo subiu bastante, já cheirava a mar, estávamos a meio do dia e mais de metade do percurso já estava...

O Castelo de Almourol...

Em Torres Novas faltavam 100km para o mar. O calor começava a apertar e vinha a parte mais deliciosa do percurso, subir a Serra de Aires...Aqui ficou pelo caminho o Telmo, e entrou para tentar conquistar o mar o FunRide(Ricardo), que infelizmente só fez 10km pois o desviador partiu-se.


Lá em cima estava fresco, o dia ia chegando ao fim, mas as paisagens e os trilhos eram de cortar a respiração e davam animo para chegar ao fim, estava mesmo quase ali...



Do alto da Serra já se via o reflexo do Sol no mar...


Seguiu-se a descida da Serra, mas se pensavamos que as dificuldades estavam ultrapassadas, rápidamente percebemos que estávamos enganados. Seguiram-se uma série de vales,  em que para ultrapassar cada um deles, existia com cada parede, que cada uma parecia maior que a outra.
 Mas por fim apareceu a Lagoa de Óbidos, o Sol já estava mesmo a por-se, e agora era "só" contornar a Lagoa e chegar ao mar...Cada um ia esgotando todas as forças que ainda restavam, para ser o primeiro a ganhar o Bule... No final todos fomos vencedores, foram 224km com 3400mt de acumulado positivo, a pedalar durante 12h16m.




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7ª e 8ª Etapas da VPBTT e Meia Via Algarviana, S.B.Messines-Monchique-Sagres, 10 e 11 de Junho de 2011

Estavam atrasadas, as expectativas eram bastante altas, já conhecia parte da Serra Algarvia, e já sei o que ela dá e tira!!!  O maior receio que tinha eram as sábias palavras do JMB quando foram fazer as etapas oficiais, "Aconselhamos a quem faça esta etapa, nunca o faça sozinho e tenha em consideração que não existe pontos de agua." Como tal aviei-me em terra e parti...


Devido à logística e a ir fazer o percurso sozinho, não escutando o JMB, optei por o fazer no sentido habitual da Via Algarviana, de S.B.Messines para Sagres. Assim ás 9h15 já estava a pedalar, e logo depois entrei num "Novo Maravilhoso Mundo" que foi aquela Serra Algarvia num estado puro.


Foram kilometros e mais kilometros sozinho, enfiado no Paraíso, ou Inferno, depende da perspectiva, o dia estava semi nublado, ora fazia sol ora estava encoberto, mas o calor era mais que muito, os caminhos cobertos de pedras, pareciam que ferviam, e o vento, bem nem um brisa soprava.

  
Para o final e depois de já me encontrar maravilhado e quase assado, estava a cereja, a subida à Picota, o segundo ponto mais alto do Algarve, a 756 mt.


A subida começava num pequeno riacho, onde tive tempo para me refrescar e recuperar para o que estava na minha frente, e foi simplesmente fantástica começar a subida do zero e ir por ali a cima, vendo o Algarve que todos conhecemos a ficar cada vez mais pequenino lá em baixo, fabuloso.


Depois seguiu-se uma bela descida em Single Track até Monchique, e uma tarde de recuperação na piscina.

No dia seguinte o desafio continuava alto, como estava na Praia da Rocha, decidi ir a pedalar de casa para o inicio da etapa, e foram 25 km sempre a subir por estrada, contra o vento até Monchique. O objectivo era começar a etapa o mais cedo possível para chegar a Sagres por volta da hora do almoço, e assim foi.
A saída de Monchique em direcção à Foia faz-se por uns single Tracks a semelhança dos do dia anterior, mas desta vez em estado completamente degradado, devido possivelmente às chuvas, que os tornou impossíveis de subir montado.



A chegada à Foia, o ponto mais alto do Algarve com 902 mt, é feito muito rapidamente, sem a beleza da subida à Picota, mas com um impacto enorme, quando chegámos lá acima e apreciamos aqueles vales virados a Norte, que transmitem uma calma impressionante.


O Algarve da agitação continuava lá em baixo bem pequenino, aqui reinava o silêncio...


Depois seguiu-se a descida, já com o Atlântico à vista, e parecia que Sagres era logo ali....




E talvez fosse, mas o vento e uma Serra não tão bonita com a do dia anterior teimavam em que Sagres demorasse a ser conquistada.



Mas também houve direito a estradões enormes feitos a fundo, num carrocel espectacular pelo topo das serras.


E no fim apareceu o mar...


Era para ir até ao final......................


E por fim Sagres, à hora do almoço com o objectivo cumprido, e dois Enormes dias de BTT....


INCHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!