Porto - Lisboa, 24 de Abril de 2010



Era uma vez um vasto e antigo grupo de alucinados, percorriam milhares e milhares de km pelo Reino a fora, praguejando as suas crenças e absorvendo outros custumes. Certo dia um deles lembrou-se, isto de uma só vez é que era. Alguns duvidaram, e questionaram se seria possível praguejar tanto em apenas um dia, outros nem pensaram duas vezes, decidiram começar a preparar-se praguejando mais um pouco de cada vez, até ao grande dia. Como a noticia se espalhou por outros Reinos, outros alucinados se juntaram, uns com maior dom da palavra, outros com maior dom desportivo. 

Os daquela crença apenas 4 tiveram alucinação suficiente para praguejar tanto, assim na véspera o Ricky Rock, o Peregrino e o JorgeMariaBolacha decidiram apanhar o Grande Cavalo de Ferro e rumar ao Norte. Domar o Cavalo foi uma árdua tarefa, era bastante comprido, e os concorrentes eram mais que muitos, mas como quem espera sempre alcança, depois de se travarem várias batalhas entre malas e corredores apertadissimos, lá conseguiram chegar aos lugares e fazer uma longa e demorada viagem até ao seu destino, ouvindo outras crenças, e observando outros custumes.

Chegados ao destino, os 3 bravos decidiram ir recuperar forças. Após entrarem e literalmente invadirem o que parecia ser o local de pasto, eis que o bravo Peregrino decide que não era aquele o local onde lhe tinham oferecido uma abastada refeição na semana anterior por apenas 4€ e ainda com direito a 2 sumos de malte. Foram pontapeados e quase apedrejados quando saiam daquela casa de pasto e entraram na casa ao lado. Após uma apurada e pormenorizada observação chegou à conclusão que era mesmo aquela. E acertou em cheio, pois foi ali que o Grande e Honrado Chefe da crença decidiu aparecer para os seu últimos e finais concelhos antes do grande Dia. Assim após o esófago cheio, e tão sábias palavras, decidiram ir pernoitar, e tiveram o último desafio antes do grande dia, onde através de um labirinto de ruas, com bastante inclinação tiveram que encontrar os seus aposentos, que por sinal valeram todo o esforço, pois foram acomodados num grande e bem protegido quartel, cheio de lindos grandes cavalos em ferro vermelho. Já quase dormiam profundamente, quando o ultimo dos alucinados da crença o Gloriososo Funride apareceu com a sua Dama Cláudia. E todos dormiram felizes até à manhã seguinte.... a do Grande Dia....

No Grande dia tudo acordou bem disposto, lá fora era noite, e a maior etapa de alucinação estava para começar. O FunRide e a sua Dama foram os primeiros a partir, os outros três bravos tiveram ainda que encontrar o caminho e lutar contra carris e calçadas até ao local de partida a Imponente Praça da Batalha, ladeada pela sua Igreja altaneira o Palacete do Séc XVIII e dominada pelo Rei D.Pedro V.  Lá estavam mais alguns bravos da crença Duros do Pedal e a Lady Turtle que ia ajudar e muito na união dos crentes na sua dura batalha contra ventos e secas. Foi lá que também se ficou a saber que o Funride havia ficado desapossado de uma simples peça que o havia de impedir de alinhar na partida com os restantes bravos, uns da Maia, outros de Fátima, e um de Porto de Mós, acabando todos por se juntarem para a sua Cruzada na Ponte D.Luis. O grupo tinha sensivelmente uns 14 bravos e cerca das 6h45 lá conseguiram rumar a Sul...

O inicio foi lindo, percorrendo o Douro até à sua Foz sempre com o Nascer do Sol entrelaçado entre as várias Pontes que o atravessam. Já ai se notava que havia crentes que queriam praguejar mais rapidamente que outros, e o ritmo foi aumentando. Inesperadamente ou não, pois todos sabemos que o JorgeMariaBolacha é um dos maiores senão o maior crente de todos, este decidiu parar e praguejar ali mesmo sozinho, talvez para que todos os que passassem só o ouvissem a ele. Os da sua não o abandonaram e ficaram consigo, vendo os restantes bravos ficando cada vez mais pequeninos no horizonte até que quase desapareceram. Assim que arrancaram de novo, tentaram sempre chegar aos restantes, mas a tarefa não foi fácil, pois contra si iam tendo muitas batalhas ventifuracas para travar, e não fosse a Lady Turtle "A Salvadora" e nunca mais conseguiram apanhar o bravo pelotão. Finalmente eles lá chegaram um a um, e uniram-se na demanda dos restantes a velocidades loucas, onde na cabeça eram poucos os que se aventuravam, e os que lá estavam só resmungavam por serem os únicos a pegar a "Vaca" pelos ditos contra o famigerado vento.  Entre os ventos e tempestades, eis que se avista o FunRide, preparando a sua cavalgada para alargar a frente de batalha juntando-se aos restantes bravos. Ele bem tentou, mas novamente não foi fácil de os agarrar, mas finalmente lá se colou a um dos grupos que já se havia separado.
Perto dos 90/100km finalmente os bravos decidem parar e abastecer para a dura tarefa seguinte que seria vencer a Serra da Boa Viagem...



Os bravos saíram novamente todos reagrupados e com as energias em altas. Mas a velocidade ia aumentando, o Ricky Rock ainda decidiu experimentar e conseguiu partir mais um pouco a cabeça de batalha, que ia ficando mais pequena, ficando espalhados pelo território vários grupos, que assim iam conquistando o território na sua velocidade. Na subida da Boa Viagem, já os nossos três bravos estavam sozinhos, conquistando os 3 a placa da Figueira da Foz para a sua caderneta após uma longa descida alucinante a mais de 60km/h. Mas a batalha ia ficando mais dura, o calor aumentava, o vento começava a ser menor e mais lateral, mas tanto pregajamento fazia secar o resto. Ao passar por Monte Real, já o grupo da Maia, o Super.Bykes, o Pantani e o Nykes se juntaram aos 3 bravos, um dos quais o Ricky Rock, já lutava não só contra as adversidades, mas também contra o Homem da Marreta, os outros 2 bravos não o abandonaram, conseguindo assim todos chegar ao meio da etapa e ao almoço merecido na Marinha Grande, onde quase todo os bravos se juntaram, uns numa casa de pasto, já desprovida de mantimentos, outros numa bem fornecida e que serviu para repor todos os níveis gastos. Por fim ainda se juntou o FunRide que tinha ficado algures a praguejar um pouco mais devagar....

Os nossos três bravos foram os últimos a partir, tinham decidido desta vez irem quatro e não abandonar o FunRide, para a palavra ser mais forte. E assim foi, com as energias repostas, seguiam a bom ritmo, quando um Crente da copofonia decidiu que a sua palavra deveria ser mais forte que a dos nossos quatro bravos e tentou elimina-los atravessando-se na frente. Felizmente o Ricky Rock com alguma experiência destes crentes, conseguiu evitar o embate frente a frente, e decidiu deixar umas fundas marcas no cavalo de ferro do Chefe Copofonico. Como este não conseguiu impor a sua palavra, juntaram-se a ele uma multidão de copofonicos, e pseudoherois, tentando defender aquela crença. O Ricky Rock não se deixou intimidar e após tantos agarramentos do Chefe Copofonico, decidiu mostrar quem falava mais alto, e avisou-o para que todos ouvissem, "É A SEXTA VEZ QUE O AVISO QUE NÃO ME AGARRA MAIS, A PRÓXIMA NÃO ME RESPONSABILIZO". Deve ter resultado, porque o ajuntamento afastou-se, e após verificarem que tudo estava nos conformes para prosseguir, os nossos Bravos que até aqui levavam 200km decidiram prosseguir, conquistando a Nazaré, e tendo direito a um deleite de um Pão de Ló humido em Alfeizerão, que deixou o FunRide tão tonto que não conseguiu prosseguir mais, ficando o resto do dia para o seu momento ZEN. Assim seguiram os três bravos, conquistando as Caldas da Rainha e Óbidos, onde ai toda a paisagem do percurso mudou, dando o verde um enorme colorido e envolvencia aos nossos bravos até Torres Vedras, onde o Mestre Joaquim Agostinho lhes deu o ultimo incentivo para vencerem a subida do dia, a chegada à Malveira com 300km de praguejamento. Esta foi vencida com sofrimento, mas nunca baixando as armas pois a seguir seriam 40km quase sempre a descer. E assim foi, na Malveira quando estes se preparavam para a descida, pois o Sol já se queria esconder e a temperatura descia, passaram os Bravos da Maia, mas apenas o Super.Bykes e o Pantani, o Nikes tinha ficado indisposto e tinha decidido ir lá conquistar esta quando os ventos forem mais favoráveis.
Dai ao final foi rapidissimo, mas estranhamente na descida o JorgeMariaBolacha decidiu praguejar aos peixes, e ficou agarrado ao musculo tenso, sabe-se lá qual, mas ao fim de algum tempo lá reapareceu, e foram os 5 Bravos Ricky Rock, JorgeMariaBolacha, Peregrino, Super.Bykes e Pantani até ao final, onde chegaram por volta das 21h, conquistando assim esta dura batalha, com cerca de 342km em cerca de 12h de lutas...e muito prazer! 

Porto - Lisboa, 24 de Abril de 2010




Tamos cá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Foi lindo, foi mitico, foi alucinante, foi selvagem, foi rapidissimo, foi para sempre a mais louca travessia de sempre, historias e mais historias, camaradagem, e empenos! Esteve tudo lá! E o mais importante,chegámos, e ainda estava a acabar o lusco fusco. Por isso e por mais qualquer coisa,

TOMA LÀAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Porto - Lisboa, 24 de Abril de 2010

Reconquista dos 3 Castelos - Arrábida, 10 de Abril de 2010


Parti sem grande vontade para a nova Reconquista, depois de no ano passado já os ter conquistado e saber o que me esperava, a noite tinha sido mal dormida, o abcesso cortava-me a aerodinâmica, e o cansaço da semana anterior ainda se fazia sentir, depois foi o atraso na partida sabendo eu que a Arrábida não perdoa, tornando-se um verdadeiro forno em certas horas. Mas com a chegada de pessoal conhecido, lá fui andando, e alguns novos trilhos que não conhecia foram-me fazendo esquecer o resto. Apesar disso à chegada ao camping, na hora do almoço, e também com o acumular de problemas na transmissão a vontade era de voltar para trás, mas o Ray Bonga estava com a pica toda e disse que ia até ao fim, eu não poderia deixar um Incha ficar mal, e assim também ia! Boa hora o fiz, comecei a despertar da letargia e a subida da varanda deu-me novo alento, ao longe não se via ninguém, a Arrábida parecia deserta, e apesar da transmissão ter piorado, a descida como sempre foi espectacular e o Espichel estava quase ali. à chegada ao Castelo de Sesimbra, e após uma paragem para abastecer e largar águas, apareceram o Did o Serrano e o Funride, que me fizeram companhia a mim e ao Ray Bonga até ao final. Para mim foi penosa a chegada ao Espichel pois tinha apenas a avózinha para desenrascar. No espichel, consegui reafinar a transmissão para conseguir circular em talega, e os ultimos km foram feitos num ritmo muito bom, conseguindo assim superar novamente este desafio.

Obrigado ao colegas da "Organização" e ao Ruddy em especial pela selecção dos trilhos. Para o ano conto ai estar de novo.

TOMA LÁ!!!

Travessia do Sol Nascente II, Lisboa-Ponte Sor-Ladoeiro, 2 e 3 de Abril de 2010

Ao fim de quase 3 anos decidimos a boa hora reeditar a famosa Travessia do Sol Nascente com novos percursos e numa altura do ano mais fresca, até demais em certos momentos, mas muito mais verde, florida e humida. 
Conseguimos "enganar" mais 5 alucinados ( _pensa não sei se caiem noutra ).
Tudo começou na Sexta-Feira Santa, bem cedinho pelas 7h45 eu o Ray Bonga e o Peregrino já pedalávamos em direcção ao Sol.
No 1º dia tudo correu como o previsto, saimos 3 de Lisboa, em VFX juntou-se o Fun e em Montargil ainda encontramos o JMB. Durante o percurso foram muitas as aventuras, desde pragas de rãs e pescadores, a concursos de salto em barreiras, e natação em águas bravas . Também tivemos Rodeo, e largada de Bois, mas a malta como estava com pressa de chegar ás "Iscas" decidiu não colaborar.   Nas "Iscas" deu-se o descanso dos guerreiros, para uns, outros ainda tiveram que se fazer à estrada, pois foram abandonados pela famelga. Mais tarde chegaram o Remi e a Lena que se fizeram à estrada no sentido contrário desde Segura até Ponte Sor, onde tiveram que lutar contra ventos, veados e Grifos que tentavam a sua sorte, no Parque Natural do Tejo Internacional, mas conseguiram domina-los a todos. Tudo terminou depois de 150km com a barriga cheia de aventuras e de uma bela jantarada no "Padeiro".


No 2º dia da Travessia tudo foi diferente. O Sol apareceu escondido, e mal colocamos os pés fora da porta a chuva começou a aparecer. Mas o animo para completar a etapa mais dura era muito, e a pouca chuva não me fez desanimar, pois ela ia parando e os trilhos estavam espectaculares. Tinha muita vontade de conhecer as alterações que havia efectuado ao percurso, sobretudo a ligação Arez a VV Rodão, que se revelou espectacular. A parte mais dura e que já esperava foi mesmo a ligação VVR aos Lentiscais, mas o florido dos campos fez com que se torna-se ainda mais saborosa. A ligação seguinte até ao Ladoeiro também era nova para mim e revelou-se muito boa, com uma descida espectacular até ao Ponsul e um estradão ao seu lado até quase aos terrenos lavrados do Ladoeiro.
Este ano e por consenso entre todos decidiu-se terminar a Travessia no Ladoeiro, pois tinhamos um belo lanche preparado e já não apeteceu a ninguém arrancar. Seguiu-se uma jantarada com muito convivio entre todos.
 
Bem Hajem a todos que participaram Filipe, Jorge, os Rickys(Fun e Peregrino), Remi e Lena, e ás ajudantes de campo, Paula, Sofia e Claudia, que tão bem nos aturaram, bem como aos meus pais que preparam o belo lanche e jantar e tão bem que soube. 



Até já.

INXALÁ!!!